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Rumores Alvissareiros

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Aug 7, 2006

Posted by Marcelo on Apr 21, '09 12:52 PM for everyone

Santo Gabeira do pau oco

Neste festival de irrelevâncias sobre passagens aéreas dos parlamentares, senador chorando para cá, parlamentar se punindo para lá, não há nada que se compare ao mea culpa do deputado Fernando Gabeira.

Gabeira é sujeito preparado, inteligente, experiência internacional, foi jornalista, conhece as mumunhas do meio. Quando foi transformado em ícone da moralidade pela Veja, estava na cara que era apenas uma instrumentalização consentida, para conferir mais decibéis às suas críticas ao governo. Virou santo e envergou as asas com a mesma desenvoltura com que vestia sua tanga de crochê nos anos 80.

Agora, no altar de Veja, está na companhia do santo Marcelo Itagiba. São Gabeira e São Itagiba no sétimo céu da Veja - o que é profundamente injusto para com Gabeira, saliente-se.

E o que faz um “santo” quando pego em um pecado venial? (Aliás, que pecado? Pecado é o lobby escancarado no meio parlamentar, os esquemas de compadrio. Cotas de passagens aéreas, ao menos, são benefícios transparentes, válidos para todos os parlamentares, incluídos nos chamdos “fringe benefits” da categoria e sem exigir nenhuma contrapartida espúria.)

Primeiro, a autocrítica que redime. Redimido, saca de novo a espada flamenjante para prosseguir na sua catilinária contra os maus:

Na Folha

Gabeira afirmou que discursará da tribuna da Câmara amanhã. Disse que vai reconhecer um “erro” e iniciar uma “batalha” na Casa.

O erro: ter cedido passagens da cota a que faz jus como deputado para que familiares viajassem ao exterior. A batalha: convencer a direção da Câmara a modificar as regras que disciplinam o uso das passagens.

“No meu caso, há um ou dois bilhetes para familiares”, disse. “Vou falar como um deputado que errou. Mas que não se compromete com o erro.” Ele prometeu devolver o valor gasto aos cofres públicos.

(…) Para ele, ao liberar os deputados para ceder bilhetes aéreos a terceiros, a Mesa perpetuou o vício em vez de eliminá-lo.

No Estado

Além de iniciar uma “batalha” para rever as regras do uso de bilhetes aéreos no Congresso, Gabeira está disposto a fazer uma espécie de mea-culpa. Ele reconhece que sucumbiu à tradição brasileira que confunde público e privado. “Acho que é preciso esclarecer essa confusão e definir que só é realmente privado o salário. É a única coisa que o deputado pode gerir solitariamente”, afirmou.

(…) “O que nos era transmitido é que as cotas pertenciam ao deputado e eles podiam gerir solitariamente essas cotas. Cada deputado entendeu que usaria da sua maneira”, disse, confessando não ter refletido sobre o dilema ético de usar a dotação de maneira pessoal, embora a ação não fosse ilegal. “Não adianta voltar atrás e dizer: mas era permitido. Era permitido, mas não questionei.”

Lembra um samba clássico: “eu, na verdade, indiretamente sou culpado da nossa infelicidade / mas, se Deus for consultado / a sua consciência será meu advogado…..

Ser Veja é não ter medo do ridículo.


Posted by Marcelo on Feb 23, '08 3:42 PM for everyone
Luiz Carlos Azenha

SÃO PAULO - Quando deixei Washington, para escapar de um país em grave crise econômica e desesperança política e me animar um pouco no Brasil, a gasolina na bomba estava custando, em média, três dólares por galão. Estou sem paciência para fazer a relação com o preço no Brasil. É relativamente mais barato, se considerarmos o salário mínimo deles e o nosso. Nem é esse o ponto. Estou falando de uma barreira psicológica que foi rompida. Quando encher o tanque passa a custar 100 dólares os americanos notam, mesmo aqueles que não pretendem votar nas eleições de 2008 ou que ainda acreditam no Bush e na CNN.

A economia americana só estará "tecnicamente" em recessão depois de dois trimestres de retração. A realidade é outra: os Estados Unidos exportaram empregos em seus acordos comerciais e, com isso, sobrou mais mão-de-obra para disputar vagas no setor de serviços, empregos que pagam pouco. Ou seja, houve um empobrecimento generalizado da classe média. Pais disputam com filhos o "cargo" de vendedor do Wal Mart. A maior empresa de varejo do mundo está para a economia americana hoje como as minas de carvão estavam para a Inglaterra durante a revolução industrial.

O Wal Mart paga pouco, combate vigorosamente os sindicatos e "terceiriza" os benefícios. Como? Quem está abaixo da linha de pobreza tem direito de participar de alguns programas sociais- como o Medicaid - e de receber os foodstamps. O Medicaid oferece ajuda para comprar remédios. Os cupons de comprar comida  são aceitos como dinheiro nos supermercados. O modelo Wal Mart de fazer negócio é esse: mantém os empregados no limite da pobreza, de maneira a permitir que eles tenham ajuda governamental. Estatizaram os benefícios.

Diante desse quadro você conclui: ah, o Bush está ferrado. Não tem chance de fazer o sucessor. Não subestime o poderio da propaganda americana, que é o que a gente já chamou, um dia, de telejornalismo. Com raríssimas exceções - o 60 Minutos, da CBS, é uma delas - a mídia americana não estabelece uma relação entre gastos militares e decadência econômica, entre acordos comerciais e decadência econômica, entre restrições religiosas à Ciência e decadência econômica ou entre a política externa desastrosa de Bush e o preço da gasolina.

Ninguém pergunta: estamos mais seguros hoje do que antes da declaração da guerra contra o terror, que não tem data para terminar? Resposta: não. O mundo está mais instável e, portanto, os preços do petróleo também. Temos um governo dominado por xiitas no Iraque, o Irã fortalecido, o Paquistão caindo pelas tabelas, a Turquia movendo guerra contra os curdos e a Rússia em ascensão. Os parceiros da dupla Bush-Cheney nunca viram tanto dinheiro, vide o lucro de 40 bilhões de dólares da Exxon Mobil em 2007.

E os acordos comerciais, a quem beneficiaram? Às empresas americanas e às elites locais, como a mexicana. Se o NAFTA tivesse sido a salvação do México, como costumam dizer nossos comentaristas econômicos, não teria reduzido a imigração ilegal? Quem ganhou mais com o NAFTA? O empresário Carlos Slim, homem mais rico do mundo. Quem perdeu? Os mexicanos mais pobres. As maquilladoras, montadoras de bugigangas com peças fabricadas no Exterior, primeiro se instalaram no México. Depois, descobriram mão-de-obra ainda mais barata na China. E se mandaram. O que faz o mexicano pobre? Tenta entrar nos Estados Unidos, se associa ao narcotráfico ou ao tráfico de gente e, se é politizado, entra num dos grupos que estão pregando a luta armada contra o governo. Não apenas pregando, mas atacando oleodutos e explodindo bombas na Cidade do México.

Por outro lado, a economia americana é hoje refém dos grandes conglomerados de fabricação de armas, da indústria da guerra e do medo. Esta última cria dificuldades para vender facilidades. Qual a solução para as imensas filas no setor de segurança dos aeroportos? Agora criaram a chamada Z line. Você submete informações confidenciais a uma empresa, que emite um cartão magnético em seu nome. Com ele, você entra em uma fila especial, que anda mais rápido do que as outras. Ou seja, todo mundo é suspeito até prova em contrário. Mas quem tem cartão para a Z line é menos suspeito, óbviamente depois de desembolsar um bom dinheiro. Agora, nos aeroportos americanos, temos os suspeitos de primeira e os de segunda classe.

É óbvio que ninguém faz esse tipo de crítica na TV americana. Pelo contrário, eles "vendem" isso como um "serviço" para facilitar a vida de quem viaja muito.

Por fim, enquanto os japoneses, os sul-coreanos e os dinamarqueses usam dinheiro público para instalar redes nacionais de fibra ótica, facilitando e acelerando o acesso da população à internet, nos Estados Unidos as grandes empresas passaram a limitar a velocidade de acesso dos usuários, mesmo daqueles que compram os pacotes mais caros. Se você usa muito a internet em um determinado dia sua conexão automaticamente perde velocidade. Hoje essas empresas são impedidas, por lei, de discriminar entre usuários. O que querem? Estão criando dificuldade para vender facilidade. Querem criar "pistas especiais" na internet, exclusivas para quem pagar mais. Bom para as empresas, sem dúvida, mas ruim para o país como um todo.

E as pesquisas com células embrionárias? Foram impedidas pelo governo Bush por motivos religiosos, o mesmo risco que correm no Brasil por conta do ativismo religioso do ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que entrou com ação no STF com o objetivo de declarar inconstitucional a pesquisa com células-tronco embrionárias. Nesse caso específico, enquanto o Japão, a Coréia do Sul e a Alemanha disparam nas pesquisas, americanos e brasileiros se tornam reféns do obscurantismo.

E o que tudo isso tem a ver com o fato de que Bush ainda tem chance de fazer o sucessor? O discurso dele ainda é aceito quase sem críticas na mídia americana, especialmente na TV. Estamos em guerra contra o capeta, diz Bush, estamos sob ataque do belzebu e da mula-sem-cabeça, somos nós e os fetos contra a escuridão da aliança islamofascista, dos esquerdistas, dos cucarachas e de cientistas que querem matar embriões. É um discurso que apela à Paixão, que tem vencido quase todas contra a Razão nos últimos tempos.


Posted by Marcelo on Jan 31, '08 6:20 AM for everyone
"Nada poderia ser menos politicamente inocente do que um denegrecimento da política em nome do humano. Aqueles que proclamam a necessidade de um período de incubação ética para preparar homens e mulheres para a cidadania política são também aqueles que negam a povos colonizados o direito de autogovernar-se até que estejam 'civilizados' o suficiente para exercê-lo responsavelmente. Eles desprezam o fato de que, de longe, a melhor preparação para a independência política é a independência política. Ironicamente, então, um argumento que procede da humanidade para a cultura e daí para a política trai, pelo seru próprio viés político, o fato de que o real movimento é no sentido contrário - são os interesses políticos que, geralmente, governam os culturais, e ao fazer isso definem uma visão particular de humanidade".

Eagleton, Terry . A Idéia de Cultura. São Paulo: Editora Unesp, 20025

Para aqueles que acham inconcebível que índios, negros, camponeses e trabalhadores sejam capazes de auto-gerir-se e escolherem seus próprios destinos. Um péssimo dia para vocês.

Posted by Marcelo on Jan 25, '08 12:58 PM for everyone
Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 897


. Os resultados da queda do desemprego apurados pelo IBGE (clique aqui para ler "Cresce número de trabalhador com 50 anos ou mais") são animadores.

. O crescimento da demanda interna impulsiona a economia e gera mais emprego.

. A taxa de desemprego média nas seis principais regiões metropolitanas foi de 7,4%, em dezembro de 2007, a menor desde que o IBGE começou a fazer esse tipo de cálculo.

. A Grande São Paulo, porém, tem um problema.

. O desemprego na Grande São Paulo é de 8%, maior do que o de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

. Outra notícia animadora da pesquisa do IBGE é que a renda média das seis principais metrópoles do país aumentou em termos reais.

. Pela ordem, de dezembro de 2006 para dezembro de 2007, a renda média aumentou significativamente em Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

. Na média, a renda aumentou 7%.

. De novo, São Paulo tem um problema.

. O crescimento da renda de um ano para o outro em São Paulo foi de 5,75%, inferior à média e o pior resultado das seis cidades estudadas. (O Rio também está abaixo da média).

. A economia de São Paulo e a renda dos trabalhadores de São Paulo tiveram, portanto, do ângulo do emprego, um desempenho fraco em 2007, se comparado com o de outras cidades brasileiras.

. A ilação política que se tira daí é que o presidente eleito José Serra, antes de tomar posse em 2010, precisa devolver a São Paulo o velho dinamismo.

. Os 12 anos de hegemonia tucana em São Paulo não são um exemplo que o Brasil deva imitar.

. A menos que nos três próximos anos o presidente eleito faça a economia crescer – mantra que os tucanos usaram na campanha de 2006 contra o Presidente Lula.

. Em matéria de emprego e segurança (clique aqui para ler "ZN é a Medelín de SP"), o presidente eleito tem um árduo caminho a percorrer.

. O PIG de São Paulo vende São Paulo para o resto do Brasil como se fosse a economia da China com o IDH da Suíça – como diria Edmar Bacha, São Paulo é a "Chuíça" do Brasil.

. O Conversa Afiada perguntou à assessoria de imprensa do Governador José Serra se ele tinha algum comentário a fazer sobre os resultados de ontem do IBGE.

. O Conversa Afiada não mereceu resposta.


Posted by Marcelo on Jan 23, '08 9:14 AM for everyone
Desde  o iníco da semana, tenho postado apenas no espelho desse blog no blogger. Quem quiser ler os novos posts e as notícias que coloco de vez em quando, pode acessar agora o outro Rumores, clicando aqui.

Pra ter as atualizações automaticamente, é só cadastrar os feeds no seu navegador. Se for o Firefox, o mais popular é o Sage. Mas na página da Mozilla Foundation podem ser encontrados outros.

Grande abraço à todos, e nos vemos no blogger

Posted by Marcelo on Jan 20, '08 6:28 PM for everyone
Ela, ela mesma. Aquela que escreve para a pensata da Folha. No afã de propagar o fernandismo aos quatro ventos, criando crises, buscando pêlo em ovo, chifre na cabeça de cavalo, etc....a distinta senhora disse em sua coluna que o alerta não era amarelo, mas vermelho! Estaríamos vivendo uma epidemia de febre amarela!

Não tardou a conseguir a adesão dos principais meios de comunicação do país: a sua própria Folha, o Estadão, A Globo, o SBT, e por aí vai. Resultado: gente hospitalizada por ter se vacinado duas vezes.

E agora querem jogar a culpa em cima do governo. Além de irresponsáveis, são tremendamente caras-de-pau.

O ridículo, ainda por cima, foi que essa senhora se disse atacada verbalmente por "censores" nos comentários de sua página da internet. Assumir a irresponsabilidade, nem pensar. Ou melhor, isso já era esperado. Se a vítima resolver processar alguém e ela assumir, já era.

Para todos aqueles que divulgaram uma epidemia que não existiu apenas para melhorar as chances de seus candidatos na eleição de 2010, a última coisa que lhes passa pela cabeça é correr o risco de serem processados ( o que é difícil, já que o judiciário tem medo da imprensa). É mais fácil jogar a culpa pro governo, como tentaram fazer no caso do acidente da TAM, e que não deu certo.


Posted by Marcelo on Jan 20, '08 4:32 PM for everyone
Ah, se o Lula tivesse a mesma coragem do Requião...
Leia aí embaixo a entrevista dele na FSP

FOLHA - A Justiça proibiu o sr. de usar a TV Educativa para promoção pessoal e ofensas. A decisão será cumprida?

ROBERTO REQUIÃO - Nunca fiz propaganda pessoal. Quando vou à "Escola de Governo", coloco uma idéia e estou me expondo. Não vou lá dizer que sou rei da cocada preta.

FOLHA - O sr. diz que é vítima de censura, mas já processou meios de comunicação e jornalistas que publicaram algo que o desagradou.

REQUIÃO - Se alguém não gostar do que eu digo, me processe. Posso provar que o que eu disse era exatamente o que acontecia. Censura prévia é um crime contra a Constituição.

FOLHA - Mas como o sr. lida com a situação antagônica?

REQUIÃO - Não há situação antagônica. [Só] na sua cabeça. E me perdoe a franqueza: está funcionando mal sua cabeça. Se você me difama, eu te processo, eu não te censuro. Não difamei ninguém. Tudo o que eu disse na "Escola de Governo" eu posso provar. E não tem nenhuma ação contra mim.

FOLHA - Como o sr. avalia a programação da estatal do Paraná?

REQUIÃO - É a comunicação do governo com a população. Não posso ficar com o governo inteiro ao sabor da opinião da mídia paga, subsidiada pelo capital e pelos interesses. Não é o fato de eu ter me elegido governador que me tira o direito de opinião. Esperava que a censura contra a liberdade de opinião tivesse acabado no Brasil. Parece que não acabou. Só houve esse raio dessa ação [da Procuradoria] no dia em que expus os salários do Ministério Público.

FOLHA - Há ainda a questão do nepotismo no seu governo.

REQUIÃO - Quando eu me candidatei, eu disse na televisão, no horário do PMDB, que nomearia meu irmão Maurício como secretário da Educação. E não existe impedimento constitucional para se nomear pessoas competentes, sejam quais forem. Você não pode cercear uma pessoa pelo fato de ser seu parente. O nepotismo é uma coisa mais ampla: é nomear [pessoa] inadequada por um protecionismo de qualquer sentido em um lugar importante onde ela prejudica a administração pública.

FOLHA - O vínculo familiar não atrapalha as cobranças?

REQUIÃO - Não. Ajuda. Ele é meu parceiro político mais do que parente. O Maurício é o melhor secretário da Educação do Brasil. E outro irmão meu [Eduardo Requião], que está no porto de Paranaguá, transformou um porto falido no primeiro porto do país.

FOLHA - O sr. se recusa a conceder reajustes nos pedágios, que acabam sempre determinados pela Justiça. Vai continuar com essa oposição?

REQUIÃO - Evidente que vou continuar. A Justiça assumiu a administração do pedágio no Paraná. Agora, depois da licitação em que o governo federal licitou o pedágio 10, 11 vezes abaixo do preço do Paraná, você nem devia me fazer essa pergunta. Você devia me perguntar se eu acho que a Justiça vai continuar dando esse absurdo de aumentos absolutamente indevidos. Reverta a pergunta que fica melhor.

FOLHA - Governador, os contratos estão registrados.

REQUIÃO - Que maravilha. Acho que eu vou interromper essa conversa. Esse tipo de cabeça não existe. Você não existe, rapaz, como jornalista. Contratos estão registrados. Um governo corrupto faz um contrato absurdo, o povo é roubado, eu sou o governador do Paraná, eu tenho que dizer que o governo fez o contrato absurdo e o povo tem que continuar pagando. Não, tem que contestar isso.

FOLHA - Qual é o seu projeto político para o futuro?

REQUIÃO - Gostei da palavra. Eu trabalho por projeto. O meu projeto é fazer o melhor governo da história do Paraná outra vez porque eu já fiz na legislação passada.

Posted by Marcelo on Jan 19, '08 2:23 PM for everyone

Posted by Marcelo on Jan 19, '08 2:08 PM for everyone
Olá, meus 2,5 leitores (contando comigo)!!

Além deste blog que trata majoritariamente de política, e que tem um espelho no blogger (Rumores Alvissareiros), eu tenho um outro blog só para ilustrações e sketches.

Gostaria de convidá-los a passar por lá e verem as novas ilustrações. Tenho atualizado constantemente. Para ter um aviso sempre que uma nova imagem for postada, inscrevam-se no rss do blog, que aparecerá no canto direito de sua barra de navegação. Se usar o Firefox como navegador dá pra usar um leitor de feeds como o Sage, e se estiverem no Ópera, o leitor de feeds que já vem embutido no navegador.

E quem quiser ver no navegador seja Internet Explorer, Firefox ou o que seja, fique a vontade! E sejam muito bem vindos!!

ops: faltou o link  Atrás do Traço



Posted by Marcelo on Jan 17, '08 10:28 AM for everyone
A nova rede Tv Brasil tem um conselho heterogêneo que busca dar espaço às diferentes opiniões em seu jornalismo. Uma prática pouco comum no Brasil.

Esse debate deveria ser estendido à legislação da imprensa. As grandes empresas de comunicação não abrem espaço para o contraditório, e se contentam em dar a resposta "pronta" para o leitor/espectador.

Vide o exemplo paranaense, um magistrado do TRF, Edgard Lipman Jr estabeleceu censura prévia ao governador do Estado, que usa o seu programa Escola de Governo para prestação de contas do governo e se defender dos ataques da Globo e outras empresas de comunicação que deixaram de receber o dinheiro de publicidade do governo.

O presidente da associação dos magistrados disse que as manifestações da programação da tevê Paraná Educativa contra essa decisão eram desproporcionais, visto que o governador tinha uma teve e o desembargador nada.

No entanto, foi esquecido que antes que a comunicação oficial chegasse ao governador, o desembargador já estava na Globo dando a sua declaração.

Quem é o Davi, e quem é o Golias? Seria o Davi a gigantesca Rede Globo?

Posted by Marcelo on Jan 16, '08 8:44 AM for everyone

Ele ensinava ética para seus correligionários do PSDB e como encantar as pessoas. Dizia que vivíamos um momento que demandava “o fim do político esperto e sem ética”.


Operação Falcatrua prende secretário de Tebaldi
 
Rogério Giessel - Gazeta de Joinville



Ele ensinava ética para seus correligionários do PSDB e como encantar as pessoas. Dizia que vivíamos um momento que demandava “o fim do político esperto e sem ética”.

Deu aulas mostrando como agregar valor ao sistema local de saúde e até como cumprimentar corretamente um eleitor. Pois bem, o homem acima de qualquer suspeita, que encarnava o melhor da administração do prefeito Marco Tebaldi, escolhido para dar continuidade à sua administração, representando o partido na chapa de Darci de Matos (DEM), foi preso no amanhecer dessa segunda-feira (14), suspeito de uma sucessão crimes contra a administração pública. O Ministério Público encontrou indícios de que o secretário negociava pagamentos de medicamentos em troca de comissão; favorecimento em processos licitatórios; fraude; peculato e formação de quadrilha.

Atendendo a uma denúncia de ameaça, o Ministério Público passou a investigar as ações do secretário Norival Silva, no ano passado. Mas, os investigadores acabaram descobrindo algo maior. Norival recebia um percentual cada vez que pagava uma remessa de medicamentos. O valor era rateado com Ramon Silva, da Secretaria de Estado da Saúde; com ajuda do servidor João Batista Soares.

O esquema contaria com o envolvimento dos empresários Maria Fernanda Menezes, proprietária do Laboratório DNA Análises, Marco Antônio Dellagustina (que também teria sido beneficiado em processos de licitação), Elson Pucci, Roni Broglio e Flávio Hormann. A cada pagamento de R$ 60 mil, por exemplo, o secretário ficava com R$ 10 mil. O Ministério Público ainda investiga quanto o secretário teria recebido indevidamente ao longo de sua gestão na pasta.

As ordens de busca e apreensão, e de prisão, foram expedidas pelo juiz João Marcos Buch, titular da 2ª Vara Criminal de Joinville, através de procedimento ajuizado pelo Promotor de Justiça Assis Marciel Kretzer. A ação teve como objetivo recolher documentos e equipamentos de informática, visando buscar elementos para se apreciar as suspeitas que recaem sobre o secretário e os outros evolvidos.

A prisão é temporária, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, tempo necessário para concluir o Ministério Público concluir recolher provas e instruir a denúncia.

A prisão de Norival Silva

Passava pouco mais de dez minutos das 6 horas da manhã da última segunda-feira quando uma viatura da Diretoria Estadual de Investigação Criminal de Santa Catarina (Deic), cumprindo o que a Operação Falcatrua determinava, cruzou o ainda escuro bairro Saguaçu e seguiu em direção do endereço do Secretário de Saúde de Joinville e pretenso candidato a vice-prefeito da maior cidade do estado, Norival Silva. Quatro policiais da Deic estacionaram a viatura em frente à residência de Norival, e de posse de um mandado judicial adentraram a casa, depois disso, o silêncio se instalou na rua. Durante os 60 minutos que permaneceram no interior da casa, do lado de fora se ouvia apenas o barulho da torrencial chuva que como se quisesse lavar algo, caía sem trégua.

Em seguida, os policiais começaram a transportar até a viatura os computadores pessoais e uma farta documentação que supostamente seriam anotações de valores pagos e não pagos referentes a medicamentos comprados pela Secretaria Municipal de Saúde. Além disso, foi encontrada na casa de Norival Silva a quantia de R$ 53 mil em dinheiro e mais U$ 665,00 que também foram recolhidos pela polícia e que desfilavam em saco na mão de um dos policiais. Entre esses documentos, havia relatórios de preços de remédios com e sem imposto. Enquanto a casa de Norival era revistada, os computadores de sua empresa, Gestão Saúde, e de seu escritório na Secretaria Municipal de Saúde também eram simultaneamente apreendidos por outros policiais de Florianópolis.

Norival se junta aos outros

Às 7 horas e 5 minutos Norival, visivelmente abatido, deixou sua residência acompanhado por quatro policiais. Ele foi conduzido até o banco traseiro da viatura e acomodado em meio a dois policiais. O veículo deixou o local e se dirigiu ao Fórum de Joinville, onde pararam por cerca de dois minutos, tempo que os policiais levaram para comunicar por telefone o êxito no cumprimento do mandado de prisão ao delegado da Deic, Clovis Nosse. Logo após, iniciou a desconfortável e constrangedora viagem de Norival Silva rumo a Florianópolis, mas antes pararam em dois postos da rua Ottokar Doerffel, ainda em Joinville. Segundo os policiais, Norival Silva pediu para ir ao banheiro.

Aliviado, o secretario finalmente seguiu para a sede da Deic na Capital. Lá estavam mais sete suspeitos de terem cometido a mesma prática pela qual Norival está sendo investigado, ou seja, crime contra a administração pública, formação de quadrilha e irregularidades em licitações. Na sede da Deic a movimentação era grande desde as primeiras horas dessa segunda-feira e um enorme contingente de advogados se acotovelavam em busca de informações.


Posted by Marcelo on Jan 16, '08 8:30 AM for everyone



mais uma charge do gaúcho Kayzer

Posted by Marcelo on Jan 15, '08 8:22 PM for everyone
Em algumas partes do Brasil, além do Paraná, óbviamente, chega o sinal da Paraná Educativa, a tevê estatal deste Estado. Nessa mesma tv, todas as noites é possível assistir a um programa chamado Escola de Governo. Nesse programa, o Governador Requião, seus secretários e palestrantes convidados, explicam o dia a dia do Estado, as ações do Governo, e tornam públicas as atividades dos representantes eleitos numa tevê pública sem a necessidade de gastar os tubos de dinheiro em assessoria de imprensa, publicidade e matérias pagas na mídia impressa e nas redes de televisão privadas. Uma torneira fechada que causou uma séria mágoa nos donos da imprensa paranaense.

Como acontece em todo o país, e no Paraná não é diferente, a mídia privada está do lado dos interesses de seus patrocinadores, aqueles que compram tempo para veiculação de seus produtos, e além disso, sua ideologia. Ou teologia, melhor dizendo: a teologia do Deus Mercado. Isso quando é conveniente, em outras situações não existe pudor nenhum em se apropriar do dinheiro público para o interesse privado.

Na Paraná Educativa, Requião não economizava nas palavras duras contra os meios de comunicação, como a Globo, a Gazeta do Povo, o jornal do ex-governador Paulo Pimentel e do Ministério Público, além daquele grupo capitaneado pelo arquiteto Jaime Lerner, responsável pelo desmonte do Estado e execução do ideário neoliberal nestas bandas.

Tal rudeza lhe custou a censura prévia. O desembargado Edgard Lipman Jr, do TRF, da 4ª região, proibiu  o governador de falar mal da imprensa e do Ministério Público na tevê Pública do estado. Os outros meios de comunicação, por outro lado, estão liberados para falar o que bem entendem, verdade ou mentira, seja empulhação ideológica ou não.

Quem tiver a felicidade de sintonizar a Paraná Educativa em sua cidade, poderá ver a Escola de Governo tendo o som cortado quando o Governador começa o seu discurso. Sobre a tela, a palavra em tamanho garrafal: CENSURADO.

Estranho, né? Só pode sair na mídia o que o PSDB e DEM desejam. Se uma, diferentemente das outras dezenas de mídias tiver uma opinião discordante, eles vão à justiça, buscar um magistrado que compartilhe de sua ideologia, numa clara politização da decisão judicial.

Posted by Marcelo on Jan 14, '08 5:49 PM for everyone

Posted by Marcelo on Jan 14, '08 2:06 PM for everyone

LANÇAMENTO EDITORIAL

Novo livro do sociólogo português nos desafia a pensar sobre tal revolução como exigência de um tempo marcado pelo protagonismo do atual sistema judicial e pela conscientização das classes populares sobre a desigualdade e violações de direitos.

Já não é novidade o fato de que a política econômica neoliberal tem atuado de modo globalizado em nome de uma agenda que, dentre outras pautas, tem objetivado a prevalência do mercado em detrimento do Estado, do setor privado sobre o público, do individual sobre o coletivo. São conhecidas no mundo inteiro, em especial nos países latino-americanos, as escandalosas seqüelas sociais fruto desta política, em especial a falta de casa e comida, os altos índices de desemprego e a degradação ambiental.

Neste projeto de globalização, o direito hegemonicamente vigente tem se colocado a serviço desta agenda a quem tem garantido preferência e proteção efetiva, sobretudo através do sistema jurídico estatal.

O resultado disso, sobretudo no Brasil, tem se refletido na ausência de uma cultura jurídica democrática, traduzida não apenas no crescente afastamento entre o sistema judiciário e as demandas de prestação jurisdicional - notadamente das camadas populares -, como também na formação legalista dos magistrados, num sistema judicial voltado à segurança jurídica dos negócios e da economia, na incompreensão das atuais exigências sociais e na baixa aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal.

Os sistemas jurídico e judicial sob a idéia de revolução
Superar esta realidade a partir de uma ampla revolução democrática do direito e da justiça é o que vem propondo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Lançada no final do ano passado, durante o Encontro do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, sua mais recente produção bibliográfica intitulada "Para uma revolução democrática da justiça" (Editora Cortez, 2007) representa uma das mais lúcidas e pertinentes contribuições sobre o tema

Centrado nos sistemas jurídico e judicial brasileiro, Boaventura nos desafia a pensar sobre tal revolução como exigência de um tempo marcado não apenas pelo crescente protagonismo social e político do atual sistema judicial, como também por uma coletividade de cidadãos, em especial as classes populares, cada vez mais consciente das desigualdades e violações de direitos fundamentais de que são vítimas.

A revolução democrática da justiça é uma tarefa exigente, que só fará sentido se for tomada como ponto de partida uma concepção emancipatória do acesso ao direito e à justiça. Para tanto, enfatiza, são necessárias profundas transformações na cultura jurídica e judiciária que só serão possíveis se forem capazes de compreender uma nova formação dos operadores do direito; profundas reformas processuais; novas concepções de independência judicial; uma nova relação de poder judicial, mais próxima dos movimentos e organizações sociais; novos mecanismos de protagonismo no acesso ao direito e à justiça e ainda uma cultura jurídica democrática.

Idéias e contribuições relativas ao tema da democratização do acesso à justiça não são novas. O mérito das discussões provocadas por Boaventura de Sousa Santos, em especial aquelas aventadas neste livro recente, está justamente em evidenciar que o atual momento social e jurídico é "tão estimulante quanto exigente". Experiências como as promotoras legais populares, as assessorias jurídicas universitárias, o programa justiça comunitária e a advocacia popular, são exemplos de iniciativas existentes no Brasil, valorizadas pelo autor, que muito tem contribuído para a reinvenção de práticas alternativas ao direito hegemonicamente vigente. Uma revolução democrática seria assim, por que não, um caminho contra-hegemônico, capaz de originar um paradigma emancipatório de promoção e garantia de uma justiça social e cidadã.


Posted by Marcelo on Jan 9, '08 4:50 PM for everyone
Mesmo a contragosto, os canais de televisão são obrigados a informar as notícias positivas sobre a economia e a sociedade resultantes da ação do governo federal. Como é natural, não explica a razão de nada e prefere atribuir o mérito a uma entidade intangível, o mercado, o objeto de sua veneração, o seu bezerro de ouro.

Para os partidos que vêm perdendo espaço na opinião do eleitor como o DEMO (PFL) e o PSDB, essas boas novas são um problema terrível. E têm o efeito da notícia de um desastre, de uma doença na família, ou qualquer outra coisa que provoque revolta ou tristeza.

A estratégia tem sido atuar de forma contrária a qualquer atividade que possa resultar em prpgresso, distribuição de renda, empecilhos à apropriação indébita do público pelo privado. Ou seja, se for bom para o país, a oposição é contra. O que ficou evidente na manobra irresponsável de retirar 40 bilhões do orçamento federal de uma hora para outra, e da luta do DEMO e PSDB, representados, respectivamente, por Rodrigo Maia (RJ) e Álvaro Dias (PR), para reverter o aumento do IOF e da CSLL que taxa o LUCRO dos bancos.

Álvaro Dias foi eleito por uma pequena vantagem em relação a outra candidata, Gleise do PT. Quase ficou impossibilitado de causar prejuízos ao país. Curiosamente, seu irmão, o também senador Osmar Dias, candidato ao cargo de governador na última eleição, com maior bom senso, votou pela continuidade da CPMF.

Um outro problema em relação aos parlamentares, é que eles são eleitos de acordo com os benefícios que representam para as suas bases eleitorais. Se nos seus municípios de origem, eles mandam ambulâncias, novos prédios públicos e outros benefícios paliativos (se for do governo federal,  é assistencialismo; mas como é da oposição é "trabalho nas bases"), no âmbito maior de seus estados e da Nação, não existe nenhum comprometimento, Ou pior, existe sim, o comprometimento em colocar o Estado à serviço das grandes empresas e dos interesses particulares.

Vejam o exemplo da Assembléia Legislativa do Paraná:

Assembléia Legislativa aprovou ontem, 6, em segunda discussão, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que impede a transferência do controle dos serviços de saneamento e abastecimento de água para a iniciativa privada. A emenda, de autoria do governador Roberto Requião (PMDB), define a água como um bem público e determina que sua distribuição e gestão devem ser feitas pelo poder público municipal ou estadual.

A proposta foi aprovada por 40 deputados. Três votaram contra: Valdir Rossoni (PSDB), Élio Rusch (DEM) e Luiz Accorsi (PSDB). Para a oposição, a emenda é inconstitucional ao legislar sobre matéria de competência da União. Eles criticaram um dos artigos do projeto que dispensa o governo de indenizar sócios privados por lucros cessantes em caso de rompimento de contratos.

fonte: Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos

Mesmo que aparentemente sejam bons para suas bases eleitorais, votam pelo prejuízo do Estado e dos seus habitantes, desejando entregar o bem público e a soberania do Estado à mãos privadas, que só tem compromisso com o lucro e não com a sociedade.

É bom lembrar que as mesmas figuras citadas acima participaram da tentativa de pilhar o Estado do Paraná de sua companhia estatal de energia, a Copel, durante o reinado de Jaime Lerner.




Posted by Marcelo on Jan 8, '08 5:02 PM for everyone
"O PSDB prepara uma ofensiva contra o aumento de IMPOSTOS DOS BANCOS. O GOVERNO elevou as alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líqüido (CSLL) do sistema financeiro de 9% para 15% e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em 0,38%.

Conforme o deputado Gustavo Fruet (PSDB - PR) há vários caminhos possíveis para sustar as medidas anunciadas pelo governo, mas a que teria efeito mais imediato seria uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar. "É difícil, mas não impossível", observou.

DECRETO LEGISLATIVO

Ele tentou enrolar a decisão, alegando que na discussão do aumento na CSLL é preciso deixar claro que "não se trata de defender o sistema financeiro" e mostrar que os bancos não "fazem caridade".


Ainda segundo Fruet, o aumento de impostos pode ser atacado também com a apresentação de um decreto legislativo sustando os efeitos do decreto presidencial por meio do qual o presidente aumentou os dois tributos. O senador Alvaro Dias (PR) deve finalizar ainda hoje a edição do documento. "Minha assessoria jurídica garantiu que é possível apresentar esse projeto suspendendo os efeitos do decreto sobre o IOF. No Senado, onde o governo não tem maioria, há grande possibilidade de êxito. O problema é na Câmara", disse o tucano ao jornal O Globo.

O projeto de decreto legislativo pode ser apresentado ainda nesta semana. De acordo com o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), "já existe requerimento para convocar a Comissão Representativa". "Com a convocação, tudo pode acontecer", disse o tucano ao jornal O Estado de S. Paulo. A comissão é formada por 17 deputados e oito senadores e conforme o artigo 49 do Regimento Interno Comum do Congresso Nacional tem entre as suas atribuições a "sustação de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa, desde que se caracterize a necessidade da medida cautelar em caráter urgente".

Blog do Onipresente

meu comentário: aqui no Paraná, estamos mesmo bem arrumados. Os representantes do Estado, ao mesmo tempo em que satisfazem suas bases através das emendas parlamentares, vive fazendo desserviços ao Estado e à Nação. Me vem à mente a tentativa de privatizar a Copel (a empresa de energia elétrica do Paraná) no reinado do arquiteto Jaime Lerner. Por pouco, muito pouco, os representantes deste Estado, não deram A punhalada nas costas de seus eleitores.



Posted by Marcelo on Jan 7, '08 8:39 AM for everyone
O ITINERÁRIO DE UM DESASTRE - 45 escândalos da era FHC


Analisem - Você  tem boa memória?

Se você já esqueceu, lembramos aqui 45 fatos, sendo que todos eles  envolvendo casos de corrupção, que aconteceram no país  nos  oito anos de FHC.



O BRASIL NÃO ESQUECERÁ

45 escândalos que marcaram o governo FHC com apoio do PSDB




ITINERÁRIO DE UM DESASTRE

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixaou uma pesada herança para seu sucessor.

 

1994 e 1998. O dinheiro secreto das campanhas: Denúncias que não puderam ser apuradas graças à providenciais operações abafa apontaram que tanto em 1994 como em 1998 as campanhas de Fernando Henrique Cardoso foram abastecidas por um caudaloso esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

A taxa


média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo  FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.


1995. Extinção da Comissão Especial de Investigação. Assim que assumiu a presidência da república, em 1995, Fernando Henrique Cardoso baixou um decreto extinguindo a chamada Comissão Especial de Investigação, instituída pelo antecessor, presidente Itamar Franco, que, composta por representantes da sociedade civil, tinha o objetivo combater a corrupção. Seis anos mais tarde, em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, o presidente Cardoso conseguiu desviar a atenção da sociedade criando uma tal Controladoria-Geral da União, que se notabilizou por abafar as denúncias que motivaram sua criação.




45 escândalos que marcaram o governo FHC



1 - Conivência com a corrupção

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um
dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo
combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

 

1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das "reformas" que o país precisava fazer para se modernizar.



2 - O escândalo do Sivam



O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

 



3 - A farra do Proer

1995. O inesquecível PROER: Em 1995 o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.



4 - Caixa-dois de campanhas



As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e "convenceu" as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo "que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo".



5 - Propina na privatização



A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país.



6 - A emenda da reeleição



O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

1996. Escândalo do SIVAM | : O projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava "amigos dos amigos" e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.



7 - Grampos telefônicos



Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

1997. A emenda da reeleição: O instituto da reeleição foi comprado pelo presidente Cardoso a um preço estratosférico para o tesouro nacional. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.



8 - TRT paulista



A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

Subserviência internacional: Um único exemplo: ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu ministro do exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.



9 - Os ralos do DNER



O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a cia. Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.



10 - O "caladão"



O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo
FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD).Uma panegeral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistemahaviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.  



11 -Desvalorização do real



FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial
e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, em janeiro de 1999, os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um "risco sistêmico" para a economia. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico

12 - O caso Marka/FonteCindam



Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinado pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover.  



13 - Base de Alcântara



O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como "prêmio", teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.



14 - Biopirataria oficial



Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

 

2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um "acordo de cooperação internacional" que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo ainda não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.
Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da criminalidade.


15 - O fiasco dos 500 anos



As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no epísódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

Planalto, TRT de São Paulo e cercanias: O famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes "gerentes financeiros" da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista. As maus línguas ainda falam em superfaturamento no Serpro, lobby para empresas de informática, ajuda irregular à Encol e manipulação de recursos dos fundos de pensão na festa das privatizações.


16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito



Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um
dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

Autoritarismo: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.


17 - Drible na reforma tributária



O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

O escândalo dos computadores: A idéia de equipar as escolas públicas com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata com a completa ignorância da Lei de Licitações. Não satisfeito, o governo Cardoso fez mega-contrato com a Microsoft para adoção do sistema Windows, uma manobra que daria a Bill Gates o monopólio do sistema operacional das máquinas. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.


18 - Rombo transamazônico na Sudam



O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

Mudanças na CLT: Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor na antiga Câmara dos Deputados para aprovar um projeto que "flexibiliza" a CLT, ameaçando direitos consagrados como férias, décimo terceiro salário e licença maternidade. Graças à pressão da sociedade civil o projeto estancou no senado.


19 - Os desvios na Sudene



Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Explosão da dívida pública: Quando Cardoso assumiu a presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa era de R$ 153,4 bilhões. Outro dia, em abril de 2002, essa dívida já era de R$ 684,6 bilhões. Hoje, a dívida alcança 61% do PIB.


20 - Calote no Fundef



O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

Violação aos direitos humanos: Exemplo: em 1996, o Brasil ganhou as manchetes mundiais pelo chamado "Massacre Eldorado do Carajás", no qual 19 sem-terra foram assassinados no sul do Pará.


21 - Abuso de MPs



Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.

Explosão da violência:Fernando Henrique Cardoso transformou o Brasil num país super violento. Na última década, o número de assassinatos subiu quase 50%. Pesquisa feita pela Unesco em 60 nações colocou o Brasil no 3º lugar no ranking dos países mais violentos. Ao final do mandato do presidente Cardoso, cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente no Brasil.


22 - Acidentes na Petrobras



Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

Renda em queda e desemprego em alta: A Era FHC foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários.


23 - Apoio a Fujimori



O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

Desenvolvimento Humano. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).


24 -Desmatamento na Amazônia



Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.



25 – Os computadores do FUST



A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.



26 - Arapongagem



O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.



27 - O esquema do FAT



A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.



28 - Mudanças na CLT



A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.



29 - Obras irregulares



Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.



30 - Explosão da dívida pública



Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.



31 - Avanço da dengue



A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.



32 – Verbas do BNDES



Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.



33 - Crescimento pífio do PIB



Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.



34 – Renúncias no Senado



A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.



35 - Racionamento de energia



A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em
sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.



36- Assalto ao bolso do consumidor



FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.



37 – Explosão da violência



O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.



38 – A falácia da Reforma agrária



O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.



39 - Subserviência internacional



A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.



40 – Renda em queda e desemprego em alta



Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.



41 - Relações perigosas



Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.



42 –Violação aos direitos humanos



Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.



43 –Correção da tabela do IR



Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.



44 – Intervençãona Previ



FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de
2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.



45 – Barbeiragens do Banco Central



O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano  o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.


fonte: http://psdbnuncamais.blogspot.com/


Posted by Marcelo on Jan 5, '08 12:03 PM for everyone
"Quando foram desalojados do Paraíso, Adão e Eva mudaram-se para África, não para Paris.

Algum tempo depois, quando seus filhos já se haviam lançado pelos caminhos do mundo, foi inventada a escrita. No Iraque, não no Texas.

Também a álgebra foi inventada no Iraque. Foi fundada por Mohamed al Jwarizmi, há mil e duzentos anos, e as palavras algoritmo e algarismo derivam do seu nome.

Os nomes costumam não coincidir com o que nomeiam. No British Museum, por exemplo, as esculturas do Partenon chamam-se "mármores de Elgin", mas são mármores de Fídias. Elgin era o nome do inglês que as vendeu ao museu.

As três novidades que tornaram possível o Renascimento europeu, a bússola, a pólvora e a imprensa, haviam sido inventadas pelos chineses, que também inventaram quase tudo o que a Europa reinventou.

Os hindus souberam antes de todos que a Terra era redonda e os maias haviam criado o calendário mais exato de todos os tempos.

Em 1493, o Vaticano presenteou a América à Espanha e obsequiou a África negra a Portugal, "para que as nações bárbaras sejam reduzidas à fé católica". Naquele tempo a América tinha quinze vezes mais habitantes que a Espanha e a África negra cem vezes mais que Portugal. Tal como havia mandado o Papa, as nações bárbaras foram reduzidas. E muito.

Tenochtitlán, o centro do império azteca, era de água. Hernán Cortés demoliu a cidade pedra por pedra e, com os escombros, tapou os canais por onde navegavam duzentas mil canoas. Esta foi a primeira guerra da água na América. Agora Tenochtitlán chama-se México DF. Por onde corria a água, agora correm os automóveis.

O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia. A avenida mais longa do Uruguai tem o nome do general Rivera, que no século XIX exterminou os últimos índios charruas.

John Locke, o filósofo da liberdade, era acionista da Royal Africa Company, que comprava e vendia escravos."

Texto traduzido pelo Cristovão do Diário Gauche. Para vê-lo completo dlique aqui.

Posted by Marcelo on Jan 4, '08 9:00 PM for everyone
 do Blog do Onipresente

"O governo aumentou impostos de novo. Era de se esperar pois apesar do Apedeuta ter dito que não havia perdido o sono com a derrubada da CPMF, perdeu sim.Tanto que a medida foi tomada dentro do recesso parlamentar, evitando o debate público através do forum apropriado".

O GOVERNO ENVIOU ATÉ POR ESCRITO, UM "ACORDO" DE APLICAÇÃO DE 100% DA CPMF NA SAÚDE , a OPOSIÇÃO RASGOU e agora RECLAMA DE QUEBRA DE ACORDO?



Soltaram mais uma MP dando mais dinheiro para o Bolsa-Família.

NÃO TEM NADA VER UMA COISA COM A OUTRA, MAS ELES NÃO GOSTAM DESSA TAL BOLSA-FAMÍLIA, JÁ QUE É UM PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E ABOLIÇÃO ESCRAVOCRATA!

O aumento do IOF e da CSLL dos bancos anula em parte a redução da carga tributária de 1,5% provocada pelo fim da CPMF. Alguém poderá dizer que este governo está taxando os banqueiros, justamente os que mais lucraram nos últimos 5 anos mas na prática, este aumento será repassado para as taxas e juros de empréstimos, penalizando ainda mais a classe média.


Primeiro deixe-me entender: O aumento de ALÍQUOTA DA CSLL dos BANCOS, que é um IMPOSTO SOBRE O LUCRO, será repassado para a clientela??? Ou seja, quanto mais LUCRO TIVER UM BANCO, mais a TARIFA DAQUELE BANCO VAI AUMENTAR, e novamente por conta disso, MAIOR LUCRO, MAIS CSLL e, NOVAMENTE... mais TARIFAS AUMENTANDO!!!
No final, o BANCO vai ter UM LUCRO MONSTRUOSO, E AS MAIORES TAXAS DO MERCADO???

HÁ uma incidência de 1,5 % de AUMENTO NOS PREÇOS devido a CPMF!
Ora, se a CPMF ACABOU, quando será que os PREÇOS VÃO CAIR??

50% dos brasileiros que têm conta em banco estão pendurados em cheque especial, cartão de crédito ou em algum tipo de financiamento. Até quem não tem conta em banco, vai pagar mais caro pelo crediário das Casas Bahia.
E QUEM NÃO TEM CONTA EM BANCO, NÃO TEM CREDIÁRIO DAS CASAS BAHIA, NÃO ESTÁ PENDURADO NO CHEQUE ESPECIAL, CARTÃO DE CRÉDITO OU EM ALGUM TIPO DE FINANCIAMENTO... E NÃO É UM "FUDIDO"??